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PREJUÍZOS CAUSADOS PELOS INSETOS EM GRÃOS E OUTROS PRODUTOS ARMAZENADOS

Os prejuízos causados pelos insetos em grãos e outros produtos armazenados, podem ser resumidos nos seguintes itens:


   1. Perda no peso dos produtos pela destruição do endosperma;

   2. Perda no valor nutritivo pela destruição do amido e do germe;

   3. Perda de germinação pela destruição do germe;

   4. Perda qualitativa pela presença de grãos e produtos bichados e a disseminação dos fungos e ácaros que provocam odores estranhos e toxinas prejudiciais à saúde dos consumidores;

   5. Perda na qualidade de panificação das farinhas pela destruição do glúten;

   6. Perda de produtos já elaborados, pela presença de insetos vivos e destruição e/ou avaria das embalagens.

Com relação aos itens 2 e 4, transcrevemos, a seguir, alguns dados que anotamos no decorrer de uma palestra do pesquisador Jamilton Pereira, do Centro Nacional de Milho e Sorgo, órgão da EMBRAPA, localizado em Sete Lagoas (MG):

DANOS CAUSADOS POR INSETOS NO MILHO ARMAZENADO EM PAIÓIS

ÉPOCAS DE AVALIAÇÃOAgosto/81(%)Novembro/81(%)Março/82(%)
Grãos carunchados173645
Redução no peso dos grãos carunchados182932
Perda de peso em relação ao total armazenado31015

GANHO DE PESO DE ANIMAIS EM LABORATÓRIO (RATOS), APÓS 25 DIAS DE ALIMENTAÇÃO COM UMA RAÇÃO DE 80% DE MILHO, COM DIFERENTES TEORES DE QUALIDADE, EM FUNÇÃO DE ATAQUE DE INSETOS

QUALIDADE DO MILHO (% perda de peso)GANHO DE PESO (gramas)GANHO DE PESO (%)
0+4100
2+371
6+141
25-1-31

Como se pode observar no quadro acima, à medida que aumenta o percentual de infestação do milho, diminui o ganho de peso. No limite máximo de infestação, os animais ao invés de aumentarem, diminuíram de peso, o que certamente, pode ser atribuído à ação dos fungos que tiveram a sua multiplicação favorecida e que podem levar os animais à morte.
 
 
  Parece-nos importante lembrar aqui, a saudável preocupação das autoridades sanitárias do país, ao editar a Portaria n° 74, de 04.08.94, que substituiu a portaria n° 01, de 04/04/86 da Secretaria de Vigilância Sanitária, do Ministério da Saúde, publicada no Diário Oficial da União em 05.08.94, em estabelecer em seu artigo 1°, o limite máximo de tolerância de 75 (setenta e cinco) fragmentos de insetos, ao nível do microscópio, em 50 (cinqüenta) gramas de farinha de trigo, na média de 3 (três) amostras, não sendo tolerada qualquer indicação de infestação viva.
O artigo 2° da referida portaria estabelece o limite máximo de tolerância de 225 (duzentos e vinte e cinco) fragmentos de insetos, ao nível do microscópio, em 225 (duzentos e vinte e cinco) gramas do produto, para os derivados, tais como: massas alimentícias, biscoitos, produtos de panificação e de confeitaria, na média de 3 (três) amostras.


  No mesmo documento, foi publicada, em anexo, a metodologia adotada pela Association of Official Analytical Chemists, para a determinação de sujidades leves por hidrólise ácida e flutuação, na farinha de trigo, em macarrão, em massas alimentícias com recheio de confeitaria com frutas e pedaços de nozes, em biscoitos e produtos de panificação e de confeitaria com alto teor de gordura.


  A propósito do assunto, convém frisar que os moinhos, na maioria das vezes já recebem o produto infestado. Assim, por maiores que sejam os cuidados com a higienização de suas unidades, maquinaria e demais equipamentos, no caso de recepção de matéria prima já comprometida e, até mesmo com insetos vivos, dependendo da intensidade da infestação, só lhes cabe um recurso: devolver ao remetente. Do contrário, enfrentam o sério risco de infestar todo o produto estocado e, posteriormente, serem autuados pelas autoridades sanitárias pelo elevado resíduo de insetos em suas farinhas.


  Aos responsáveis pelas unidades armazenadoras cabe, portanto, a grande responsabilidade de evitar as infestações e a conseqüente deterioração dos produtos colocados sob sua guarda.

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